A história da classe trabalhadora confunde-se com a luta pela redução da jornada de trabalho. Desde que o capitalismo se constituiu como sistema de exploração do trabalho assalariado, os trabalhadores começaram a se organizar para se contrapor ao prolongamento da jornada de trabalho. Inicialmente, mesmo de forma incipiente e embrionária, os trabalhadores tentaram diversas formas de luta, procurando conquistar um melhor nível de organização através do movimento espontâneo, grupos de resistência, associações de ajuda mútua, cooperativas e entidades sindicais. O exemplo do movimento cartista1 inglês, com suas lutas políticas e sindicais, foi um marco para a conquista de importantes reivindicações dos trabalhadores... * José de Lima Soares é doutor em Sociologia pela UnB e professor de Sociologia e Ciência Política do Instituto Processus (DF). Membro do Comitê Editorial da revista Antítese e autor dos livros: Sindicalismo no ABC Paulista: Reestruturação Produtiva e Parceira (Ed. Universa, 2006) e O PT e a CUT nos anos 90: Encontros e desencontros de duas trajetórias (Fortium, 2005). Foi trabalhador metalúrgico e atuou na Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo na década de 1980.