é graduado em História pela Universidade Católica de Goiás.
Resumo Este estudo tem como intuito analisar as medidas tomadas pelo Estado brasileiro que culminaram na flexibilização do trabalho durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, tendo em vista que esse período configurou-se em uma ampla frente de precarização e informalização das relações de trabalho. A construção da derrota, desse modo, foi resultante da crise sócio metabólica do capital a qual impôs uma onda de reestruturação produtiva e novas formas de exploração do trabalho. Esses elementos somados a rearticulação do caráter autocrático do Estado brasileiro, com a implantação das reformas neoliberais, concretizou uma grande ofensiva do capital contra o trabalho. Assim, nessa comunicação abordaremos os elementos autocráticos reformulados no governo FHC, que se materializou em um regresso histórico para os trabalhadores brasileiros.
Abstract This study is meant to examine the measures taken by the Brazilian State who led flexible working arrangements during the Fernando Henrique Cardoso government, given that this period is set on a broad front of precarious and informal employment relations. The construction of defeat, thus, was a result of the socio metabolic capital which imposed a wave of restructuring of production and new forms of labor exploitation. These elements coupled with the articulation of the autocratic character of the Brazilian state, with the implementation of neoliberal reforms, has launched a major offensive of capital against labor. Thus, this paper addresses the elements autocratic reformulated in the Cardoso government, which materialized in a return to the history of Brazilian workers.