As últimas décadas do século XX foram marcadas por instigantes debates no que diz respeito às grandes mudanças ocorridas no mundo do trabalho. Muitos pesquisadores – nas universidades, nos institutos de pesquisa, nos sindicatos – e os próprios trabalhadores passaram a analisar os processos produtivos e as transformações no mundo do trabalho, especialmente a transição do padrão fordista de acumulação ao que alguns pesquisadores, durante a década de 1990, convencionaram chamar “pós-fordismo”, “fordismo periférico”, “pós-taylorismo”, “neo-fordismo”, “especialização flexível”, “mundialização do capital”, “modelo japonês ou toyotista”, etc. Esses estudos passaram a se preocupar com o processo de mudanças organizacionais, com as novas determinações do processo de acumulação de capital, no âmbito da sociedade contemporânea. Dentro dessa perspectiva, um vasto universo de autores estabeleceu um conjunto de marcos teóricos que definiram as bases para o estudo do que se convencionou chamar “reestruturação produtiva”.1 A partir desse campo de pesquisas, recolocamos, em Villela (2007), algumas questões acerca da reestruturação produtiva na Indústria da Construção Civil, Subsetor de Edificações (ICCSE), no Brasil, com suas novas tecnologias e seus modos de socialização... * Fábio Fernandes Villela é doutor em sociologia pela Unicamp, professor das faculdades integradas Dom Pedro II, Ibilce-Unesp e Unirp em São José do Rio Preto-SP.